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04/09/2014

livro do mês: Revolução Paraíso

O Colectivo está de volta, com novo livro do mês.

Mário de Carvalho apontou-lhe, no Diário de Notícias, a prosa bem estruturada e o humor pícaro. A Visão considerou-o "um livro singular". Miguel Real, no balanço do Jornal de Letras, viu nele um dos exemplos da "agilidade sintática do frasear urbano pertinente a este novo século". Fala-se de «Revolução Paraíso», romance de estreia do timoneiro do mês, Paulo M. Morais, que recupera o período após o 25 de Abril numa história imperdível assente numa pesquisa sólida. 


Revolução Paraíso
(romance, 2013, Porto Editora)
Paulo M. Morais


Alternando realidade e ficção, um romance que nos transporta aos agitados dias da pós-revolução: o retrato de um país que, entre o PREC e as eleições livres, procura um novo rumo.
Enquanto nas ruas se decide o futuro de um país, na tipografia de Adamantino Teopisto vive-se um misto de enredo queirosiano, suspense de um policial e ternura de uma novela: com sabotagens, amores proibidos e cabeças a prémio; tudo num ambiente de revolução apaixonado.
O rebuliço generalizado tem repercussões no alinhamento do jornal e no dia a dia das gentes de São Paulo e do Cais do Sodré.
A revolução é o tópico das conversas nas tascas, nas ruas, no prédio da Gazela Atlântica, contribuindo para o exacerbar das tensões latentes entre o patrão Adamantino e os funcionários. A vivacidade de uma estagiária, as manigâncias de um ex-PIDE foragido, os comentários de um taberneiro e as intromissões de um proxeneta e de uma prostituta, agravam ainda mais a desordem ameaçadora que paira no ar.
Nada foi igual na vida dos portugueses após a Revolução dos Cravos. Nada foi igual na vida da "família" Gazela Atlântica após o 25 de Abril.

03/07/2014

livro do mês: Todos os Dias São Meus

A Ana Saragoça é a timoneira do Colectivo NAU em Julho. Oportunidade para recuperar o seu romance de estreia, «Todos os Dias São Meus», citado na revista LER por Mário de Carvalho como um dos livros de novos autores que mais o surpreenderam. Bastaria isso para ser leitura obrigatória. Mas quem tiver a sorte de pegar nele, irá encontrar muitas mais razões para dar o tempo por bem entregue. 


Todos os Dias São Meus
romance (2012, Estampa)
Ana Saragoça

sinopse

Um prédio. Uma morte. Um mistério. Não se trata, porém, de um romance de pretexto policial. É verdade que há polícias e testemunhas - sobretudo testemunhas - e alguns suspeitos. Mas Todos os Dias são Meus é um extraordinário retrato do Portugal profundo, com os seus tiques, os seus ressentimentos, os seus ridículos.

03/06/2014

livro do mês: O Intrínseco de Manolo

João Rebocho Pais assume o posto de timoneiro do Colectivo NAU no mês de Junho. O livro em destaque será «O Intrínseco de Manolo», já em segunda edição. É verdade que o João já tem um livro novo nas livrarias. Mas seria uma pena perder-se a oportunidade de acompanhar a viagem de um novo autor desde o início. Assim, quem ler e gostar deste Manolo poderá seguir rapidamente para o acabado de sair «Dizem que Sebastião». Começamos com a sinopse, mas aguarde-se um perfil, as citações e comentários dos restantes marujos, as confissões proustianas, e o que mais surja espontaneamente. Boas navegações!


O Intrínseco de Manolo
romance (2012, Teorema)
João Rebocho Pais

sinopse
Na aldeia alentejana de Cousa Vã - vizinha da espanhola Ciudad del Sol - o nome de Manolo anda nas bocas escancaradas dos que passam as tardes na tasca a aviar minis, quiçá para que ninguém repare no que realmente se passa em suas casas - e talvez seja melhor assim. É, porém, facto indesmentível que Maria tem o hábito de desaparecer às sextas-feiras - e isso basta para que a mediocridade omnipresente faça do marido um adornado e da chacota um estranho alívio para a dureza dos dias. Manolo refugia-se do falatório acusador à sombra de uma azinheira secular, único ser vivo com quem pode dividir agora as suas mágoas; e, embora certo da virtude da sua Maria, não ignora a missiva que o carteiro lhe deixou em casa nessa manhã e que trazia - pois é - remetente espanhol… No jogo repetido que é o dia-a-dia dos lugares pequenos - onde ninguém ganha e quase todos perdem -, a descoberta da improvável verdade trará, mesmo assim, a Manolo a oportunidade de mostrar aos conterrâneos, de forma anónima, o seu intrínseco, seguindo os ensinamentos dos que, sendo velhos ou já desaparecidos, são parte importante da sua história - e da de Cousa Vã. Com um trabalho notável na composição das figuras e uma recuperação inteligente da linguagem popular de um Alentejo quase mítico, João Rebocho Pais estreia-se na ficção com um romance terno, mágico e, ocasionalmente, escatológico sobre o poder da excepção sobre a regra.

06/05/2014

primeira página de Mateus Mateus


Começamos a desvendar o nosso livro (e autora) do mês com uma sinopse. Só para abrir o apetite. E para darmos tempo aos leitores que ainda não tiveram oportunidade de ler este Os Olhos de Tirésias de recuperarem tempo de (boa) leitura e prepararem-se para as iguarias já preparadas: perfil da autora, citações da obra, entrevista, poema... No final, os fãs do livro terão a hipótese de juntar-se ao Colectivo NAU numa "Tertúlia do Sardinha": um jantar de casa fechada, a preço módico de tasca, durante a qual poderão conversar com a Cristina Drios sobre livros, escrita e, quem sabe, o significado da vida. Mas por enquanto ainda é tempo de virar a primeira página e entrarmos no mundo do imenso Mateus Mateus. 

Os Olhos de Tirésias 

de Cristina Drios (2013, Teorema)

A descoberta de um retrato daquele avô cuja história a família sempre encobriu - Mateus Mateus, o gigante de olhar estranho que partiu, no contingente português, para a Flandres durante a Primeira Guerra Mundial - é o pretexto que a narradora encontra para, simultaneamente, escrever um romance e se afastar de um casamento que parece condenado ao fracasso. Para saber mais sobre o passado desse desconhecido, parte, também ela, para a propriedade de La Peylouse, em Saint-Venant, que alojou o Estado- Maior português nos anos 1917-1918 e da qual o avô, depois de ter servido na frente como maqueiro e coveiro, foi enviado numa missão de espionagem, acabando prisioneiro dos alemães. No bizarro hospital onde passa os meses que antecedem a batalha de La Lys (o mesmo onde virá a ser internado um cabo alemão chamado Adolf, atacado de cegueira histérica), Mateus Mateus cruza-se com figuras inesquecíveis: Alvin Martin, um inglês albino dado às premonições; Hugo Metz, o médico que usa métodos de inspiração freudiana para interrogar os pacientes; o órfão Émile Lebecq, pequeno ladrão e ilusionista amador; e, sobretudo, Georgette Six, a bela enfermeira francesa que perdeu o noivo na guerra e pela qual o português se tornará um homem diferente. E, porém, à medida que a neta de Mateus Mateus vai desfiando essa história - num jogo em que a realidade se torna indestrinçável da ficção -, também a sua vida é sacudida por uma paixão - e só o encontro com Cyril Eyck e o seu bisavô centenário trará a chave para os enigmas do próprio romance.